WAHIT?

What A Hell Is This?

Argentina 1 x 0 Brasil.

Estava conversando com alguns publicitários e praticamente todos eles chegaram a mesma conclusão sobre o que está acontecendo com a publicidade brasileira: ela estacionou.

Diferente de nuestros hermanos argentinos, o Brasil há algum tempo não é destaque nos festivais internacionais de Publicidade.

Enquanto as agências do mundo envolve cada vez mais as pessoas para realizar as campanhas, chamando-os para colaborar no planejamento e na criação, o Brasil continua com suas velhas fórmulas que, além de não ganhar prêmios, não agradam mais como antigamente.

Muitas das agências brasileiras ainda não entenderam que a propaganda deve ser vista como um entretenimento. Os anúncios devem divertir, contar histórias e principalmente envolver. Os argentinas já estão carecas de saber disso e estão criando histórias magníficas para qualquer ramo de atividade.

Quer um exemplo do que eu estou falando? Veja a campanha da canditada Cristina Fernández à presidência da Argentina:

Uma idéia simples que mexe com quem está vendo. Agora tentem se lembrar dos filmes das campanhas do José Serra ou do Lula. Quem lembrar algo diferente do “Lula lá”, ou das promessas vazias e do ataque mútuo dos candidatos, ganha uma doce.

Se em uma filme de campanha eleitoral os argentinos já conseguem fazer um vídeo bacana assim, imagine com o restante.

Se você quiser assegurar seu emprego ou ter a certeza que a sua agência vai sobreviver à TV Digital, é bom começar a pensar em novas formas de fazer publicidade.

1/06/2008 Publicado por Rodrigo Filla | Comerciais | | Sem comentários ainda

A Few Good Creative Men.

O site Update or Die publicou dia 12 de Dezembro este vídeo. Nas palavras deles, “Se você trabalha em propaganda vai achar engraçado. Se não trabalha, vai se solidarizar.”

1/06/2008 Publicado por Rodrigo Filla | Pense Nisso | | Sem comentários ainda

Anúncio ruim, de quem é a culpa?

Esta semana estava dirigindo em Curitiba e comecei a prestar mais atenção nos outdoors da cidade. Fiquei impressionado com a quantidade de campanhas ruins que estão sendo veiculadas por aí.

São misturas medonhas de uma péssima direção de arte com textos cretinos que, se fossem citados aqui, fariam os bons publicitários se morderem de raiva e se envergonharem da profissão.

Depois que me recompus do trauma, comecei a analisar com calma as revistas, comercias e banners de internet. Acabei me surpreendendo com o resultado: boa parte destas campanhas está abaixo da média. Os anúncios ofendem e chamam as pessoas de burras, ou então, não dizem absolutamente nada.

A grande dúvida que levanto aqui é: de quem é a culpa por estes tipos de anúncio?
De um lado, temos as agências com os prazos apertados e no meio de um verdadeiro tiroteio de informações e afazeres. De outro lado, temos os clientes que passam briefs incompletos e que, muitas vezes se intrometem demais ou não sabem o que querem.

Tendo a humildade de analisar e palpitar, já que trabalhei tanto no cliente quanto em agência, atribuo a culpa pelas campanhas ruins somente às agências.

Certa vez conversei com um criativo (que hoje está na JWT) e ele me disse algo mais ou menos assim: “Em uma agência, você sempre tem a opção de fazer um trabalho meia boca e sair às 18hs. Mas se você sonha em ganhar prêmios e de fazer boas campanhas, esqueça o horário. As melhores idéias aparecem depois que o expediente acaba.”

Não estou dizendo que as pessoas devem trabalhar até a exaustão para sempre buscarem um prêmio. Mas com certeza vale a pena se esforçar um pouquinho para fazer uma campanha que seja, pelo menos, acima da média.

Há outro fator que pode ocasionar anúncios ruins, como a grande interferência do cliente nas peças e a elaboração de briefs incompletos.

Em alguns anos trabalhando com propaganda, vi apenas alguns profissionais de atendimento e de planejamento que descobriram que um brief não se pede, mas “se arranca”. As informações da campanha não saem da boca do cliente e sim de uma cabeça pensante de um publicitário.

Muitas vezes, quando o cliente mete o bedelho na campanha é porque ele não tem informações o suficiente para analisar e ser convencido com o que está sendo apresentando. Vale lembrar que você é um publicitário. E que o objetivo da publicidade sempre é vender. Mas, antes de vender o produto do cliente, é preciso vender a sua idéia pra ele. Um cliente, não sabe o que quer. Por isso ele contratou uma agência. Ele precisa (assim como todos), ser convencido que a idéia é boa.

As agências e os publicitários têm que parar de ter medo de arriscar. Idéias boas serão aceitas em qualquer lugar, mas é preciso que alguém convença o cliente, se impor em determinadas solicitações de alteração e, principalmente, apostar que a idéia vale à pena.

1/06/2008 Publicado por Rodrigo Filla | Anúncio Ruim, Pense Nisso | | Sem comentários ainda