Democratize a água.
O site Energia Eficiente, patrocinado pela Philips, publicou dia 01 de Fevereiro uma notícia que, em minha opinião, revolucionária.
A empresa LifeStraw criou um purificador de água instantâneo. Muito parecido com um canudo, o aparelho filtra a água suja tornando-a potável na hora.
O purificador portátil tem capacidade para filtrar até 700 litros de água suja ou 350 litros de água salgada.
Seu uso elimina, de acordo com o fabricante, microorganismos causadores de diarréia, disenteria, tifóide e cólera, além de salmonela e outras bactérias causadoras de doenças.
Seu custo é de U$3,00 e você pode doar, via site, um “canudo da vida” para alguém que realmente precise!
BootB e o “fim” das agências tradicionais.
No dia 1º de Janeiro foi oficialmente inaugurada a “agência virtual” BootB. Sua proposta é genial e extremamente simples.
O BootB fecha negócios com empresas ao redor do mundo e publica um briefing no seu site em até 12 línguas diferentes.
Criativos de todo o mundo trabalham em cima do brief e encaminham soluções para os problemas apresentados.
O BootB faz uma triagem do que foi mandado e passa as melhores idéias para a cliente.
O cliente escolhe a melhor idéia e o seu criador recebe a bolada oferecida para o job.
Qualquer pessoa ao redor do mundo pode participar. Para isso, basta ter idéias.
Manual da Redação Publicitária.
Ano passado, tive aulas de redação publicitária com o fantástico Sérgio Menezes, um dos melhores professores que já tive.
Em uma das aulas, ele ensinou as “três regras” da Redação Publicitária:
1. Não use reticências.
2. Não há regras.
3. Em caso de dúvidas, a primeira regra sempre prevalece sobre a segunda.
Contudo, a Estação da Propaganda elaborou há muito tempo um Manual de Redação Publicitária com algumas dicas que acho bacana. Diria que em 90% dos casos, essas dicas servem como “regras”. Abaixo, têm algumas delas:
1. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme deve ser do conhecimento de V. Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
2. Evite abrev., etc.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia carlos machado, meu professor lá no colégio santa efigênia, em salvador, bahia.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out, palavras de origem portuguesa estão in.
8. Seja seletivo no emprego de gíria, bicho, mesmo que sejam maneiras. Sacou, mané?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é sempre um erro.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva. A repetição vai fazer com que a palavra seja repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu pai: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos especifico.
16. Frases com apenas uma palavra? Corta!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente sera que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Nunca use siglas desconhecidas, conforme recomenda a A.G.O.P.
21. Exagerar é 100 bilhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Seu texto fica horrivel! Sério, cara!!!
25. Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteudo acessivel, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensiveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lingua.
27. Seja incisivo e coerente. Ou talvez seja melhor não…
Confira o manual completo, clicando aqui.
A Few Good Creative Men.
O site Update or Die publicou dia 12 de Dezembro este vídeo. Nas palavras deles, “Se você trabalha em propaganda vai achar engraçado. Se não trabalha, vai se solidarizar.”
Anúncio ruim, de quem é a culpa?
Esta semana estava dirigindo em Curitiba e comecei a prestar mais atenção nos outdoors da cidade. Fiquei impressionado com a quantidade de campanhas ruins que estão sendo veiculadas por aí.
São misturas medonhas de uma péssima direção de arte com textos cretinos que, se fossem citados aqui, fariam os bons publicitários se morderem de raiva e se envergonharem da profissão.
Depois que me recompus do trauma, comecei a analisar com calma as revistas, comercias e banners de internet. Acabei me surpreendendo com o resultado: boa parte destas campanhas está abaixo da média. Os anúncios ofendem e chamam as pessoas de burras, ou então, não dizem absolutamente nada.
A grande dúvida que levanto aqui é: de quem é a culpa por estes tipos de anúncio?
De um lado, temos as agências com os prazos apertados e no meio de um verdadeiro tiroteio de informações e afazeres. De outro lado, temos os clientes que passam briefs incompletos e que, muitas vezes se intrometem demais ou não sabem o que querem.
Tendo a humildade de analisar e palpitar, já que trabalhei tanto no cliente quanto em agência, atribuo a culpa pelas campanhas ruins somente às agências.
Certa vez conversei com um criativo (que hoje está na JWT) e ele me disse algo mais ou menos assim: “Em uma agência, você sempre tem a opção de fazer um trabalho meia boca e sair às 18hs. Mas se você sonha em ganhar prêmios e de fazer boas campanhas, esqueça o horário. As melhores idéias aparecem depois que o expediente acaba.”
Não estou dizendo que as pessoas devem trabalhar até a exaustão para sempre buscarem um prêmio. Mas com certeza vale a pena se esforçar um pouquinho para fazer uma campanha que seja, pelo menos, acima da média.
Há outro fator que pode ocasionar anúncios ruins, como a grande interferência do cliente nas peças e a elaboração de briefs incompletos.
Em alguns anos trabalhando com propaganda, vi apenas alguns profissionais de atendimento e de planejamento que descobriram que um brief não se pede, mas “se arranca”. As informações da campanha não saem da boca do cliente e sim de uma cabeça pensante de um publicitário.
Muitas vezes, quando o cliente mete o bedelho na campanha é porque ele não tem informações o suficiente para analisar e ser convencido com o que está sendo apresentando. Vale lembrar que você é um publicitário. E que o objetivo da publicidade sempre é vender. Mas, antes de vender o produto do cliente, é preciso vender a sua idéia pra ele. Um cliente, não sabe o que quer. Por isso ele contratou uma agência. Ele precisa (assim como todos), ser convencido que a idéia é boa.
As agências e os publicitários têm que parar de ter medo de arriscar. Idéias boas serão aceitas em qualquer lugar, mas é preciso que alguém convença o cliente, se impor em determinadas solicitações de alteração e, principalmente, apostar que a idéia vale à pena.
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